quinta-feira

A crise está em crise

Opinião

A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise. De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível – Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado. O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro. A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado. É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.

segunda-feira

APELO A SANTO ANTÓNIO

Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P'ra junto do Sá Carneiro

-
Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso

-
Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS

-
Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP

-
Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas

-
Para ficar tudo limpo
E purificar bem a coisa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa

-
Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes

-
Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está a preceito
Não te esqueças do Louçã

-
Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes

-
Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal

Salvem os Milionários

Novas Oportunidades !!

Photobucket

Lição nº3 os Aumentativos

O TEMPO

O TEMPO

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja muito unida,
Que sua vida seja bem vivida
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira

Aprendi !!

Aprendi....que ninguém
é perfeito

enquanto não te apaixonas.

Aprendi....que a
vida é dura

mas eu sou mais que ela!!

Aprendi que...as
oportunidades nunca se perdem

aquelas que
desperdiças... alguém as aproveita

Aprendi que...quando
te importas com rancores e amarguras

a felicidade vai para outra
parte.

Aprendi que...
devemos sempre dar palavras boas...
porque amanhã nunca se sabe
as que temos que ouvir.

Aprendi que...um sorriso
é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.

Aprendi que... não posso
escolher
como me sinto...

mas posso sempre fazer
alguma coisa.

Aprendi que...quando
o teu filho recém-nascido

segura o teu dedo na sua mão

têm-te preso para toda a vida

Aprendi que...todos
todos querem viver no cimo da montanha...

mas toda a felicidade
está durante a subida.

Aprendi que... temos
que gozar da viagem

e não apenas
pensar na chegada.

Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas
circunstancias...

quando são pedidos e
quando deles depende a vida.

Aprendi que...quanto
menos tempo se desperdiça...

mais coisas posso fazer.

Esta é a semana da amizade
Mostra aos teus amigos que estás presente

Feliz semana da amizade

terça-feira

BANCARROTA

Crise financeira motiva nacionalização acidental de banco de jardim.

Quando Joaquim Pires, jardineiro ao serviço da Câmara Municipal de Lisboa, decidiu solicitar aos seus superiores autorização para intervir num banco degradado do Jardim da Estrela, estaria longe de prever as bizarras consequências do seu zelo profissional. Duas semanas depois da participação, quando Joaquim comprara já madeira e verniz para proceder à reparação, foi surpreendido por uma nota oficial informando-o de que deveria abster-se de qualquer acção porque o referido banco entrara em processo de nacionalização. "Em quarenta anos de profissão, já vi um homem adulto a nadar com os patos e a fazer quá-quá, já encontrei reformados a jogar strip poker em pleno Inverno e até já lidei com alguém que andava a esculpir formas obscenas nos cactos, mas uma coisa destas surpreendeu-me", refere o jardineiro. O engano ter-se-á devido a erro de processamento do sistema informático da administração central (composto por computadores Magalhães) que terá ignorado a multiplicidade de significados da palavra "banco", depois de directivas rigorosas para lidar prontamente com todas as dificuldades de instituições bancárias e evitar o seu colapso. Sem querer reconhecer o erro, o governo prepara-se para nomear um administrador para o banco do Jardim da Estrela, bem como uma equipa de oitocentos colaboradores a tempo inteiro, instalados num edifício alugado nas imediações e submetido a dispendiosas obras de remodelação. Entretanto, Dias Loureiro deixou bem claro que nunca se sentou no banco em questão e a Presidência da República tornou público que Cavaco Silva não frequenta jardins porque a cor verde lhe provoca azia. Com o passar do tempo e o aumentar da degradação, o banco nacionalizado foi recentemente removido do local em que se encontrava, mas isso parece não incomodar ninguém. 5/12 .

segunda-feira

PAGOS A PESO DE OURO !!

Editorial: Crise? Qual crise?

Imagine que tinha conseguido um emprego em que lhe pagavam um salário de 300 000,00 € por ano, lhe atribuíam um potente BMW 530D com motorista para passear, e o Estado ainda
lhe concedia crédito bonificado para comprar casa! Era caso para perguntar: Crise? Qual crise?
Perguntará o leitor onde é que existem empregos desses.Pois a verdade é que esses empregos existem mesmo. Aqui em Portugal!
Enquanto a maioria aperta o cinto, um pequeno grupo de privilegiados consegue levar uma autêntica vida de nababo! Este número d’A VERDADE vailhe revelar quem são, o que fazem,
e quem paga os salários destes portugueses.

História e funções
O Banco de Portugal é o banco central da República Portuguesa. Foi fundado em 19 de Novembro de 1846, em Lisboa,onde é a sua sede. Surgiu da fusão do Banco de Lisboa e da Companhia Confiança Nacional. Fundado com o estatuto de sociedade anónima, até à sua nacionalização, em 1974, era maioritariamente privado. Foi o banco emissor de notas denominadas na moeda nacional o real até 1911, o escudo de 1911 até 1998 e o euro desde 1999. Integra o Sistema Europeu de Bancos Centrais que foi fundado em Junho de 1998. De acordo com a sua Lei Orgânica, o Banco de Portugal prossegue os objectivos e participa no desempenho das atribuições cometidas ao SEBC.

Compete ao Banco a supervisão prudencial das instituições de crédito e das sociedades financeiras.O Banco emite notas de euro e põe em circulação as moedas metálicas, embora o BCE detenha o direito exclusivo de autorizar a sua emissão. Competelhe ainda regular, fiscalizar e promover o bom funcionamento dos sistemas de pagamentos, gerir as disponibilidades externas do País e agir como intermediário das relações monetárias internacionais do Estado, bem como aconselhar o Governo nos domínios económico e financeiro. Cabe ao Banco a recolha e elaboração das estatísticas monetárias, financeiras, cambiais e da balança de pagamentos.

Administração O actual Governador é Vítor Constâncio, os ViceGovernadores são José de Matos e Pedro Duarte Neves, são administradores José Silveira Godinho, Manuel Sebastião e Vítor Pessoa.

O Governador
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Foi governador do Banco de Portugal, entre 1985 e 1986, tendo sido depois renomeado para as mesma funções em Fevereiro de 2000. Vítor Constâncio é licenciado em economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa. Foi secretário de Estado do Planeamento nos dois primeiros Governos Provisórios, entre 1974 e 1975. Foi ainda Secretário de Estado do Orçamento e do Plano no VI Governo Provisório em 1976. Em 1976, foi eleito deputado à Assembleia da República, tendo sido também eleito em 1980 e 1987. Em 1977, subiu à presidência da Comissão para a Integração Europeia, cargo que voltaria a ocupar em 1979. Mário Soares fez dele seu ministro das Finanças e do Plano, no II Governo Constitucional em 1978. No Banco de Portugal, foi director de Estatística e Estudos Económicos em 1975. Em 1977, é vicegovernador,cargo que ocupou também em 1979, e de 1981 a 1984. Entre 1995 e 2000, trabalhou no sector privado, como administrador do Banco Português de Investimento e da Electricidade de Portugal (actual EDP). Academicamente, ficou célebre por nunca ter terminado o doutoramento que começou, mas chegou a professor catedrático convidado do Instituto Superior de Economia e Gestão em 1989. (Afinal não é só o Sócrates!)

Quanto ganham os membros do Conselho de Administração

O conselho de administração do Banco de Portugal custa mais de 1,5 milhões de euros por ano. Administradores acumulam pensões do Banco de Portugal. Apenas cinco nomes, onde se inclui o do próprio Constâncio, conseguem arrecadar 1,532 milhões de euros em salários durante um ano de trabalho no Banco de Portugal (BdP).Traduzindo em escudos, tratase de qualquer coisa acima de 305 mil contos por cada ano civil. Tudo permitido por lei. Vítor Constâncio lidera um dos conselhos de administração mais bem pagos do país. Da próxima vez que Vítor Constâncio à saída de qualquer encontro, com qualquer Presidente da República, invocar os conhecidos "chavões" de contenção salarial e reforma estrutural das negociações salariais, haja algum repórter que lhe lance na cara estes números. Acresce ainda que todos têm direito a carro de alta cilindrada e a motorista próprio.Sempre que foi instado a revelar os valores exactos auferidos o Governo remeteuse ao silêncio quanto aos faraónicos vencimentos e reformas do conselho de administração do Banco de Portugal.
O Banco de Portugal remete para o Ministério das Finanças. Do Ministério das Finanças, a resposta é que é o próprio Banco de Portugal quem deve esclarecer a questão. Ambos, em separado, limitam se a remeter para a lei que criou a comissão de fixação de vencimentos. Não é
possível, sequer, saber quem são, em concreto, os actuais membros dessa comissão. Escusas, no seu conjunto, como se esta fosse uma matéria reservada ao segredo dos deuses,que só adensam os motivos de preocupação e agravam o escândalo relativo às mordomias de quebeneficiam o governador do Banco de Portugal e seus pares com assento na administração.Em comparação, nos EUA, o salário do presidente da Reserva Federal é público e está disponível no ‘site’ da instituição, ao alcance de qualquer internauta. Basta um clique emhttp://www.federalreserve.gov/generalinfo/faq/faqbog.htm. Em Portugal, os vencimentos dos dirigentes do Banco de Portugal não são públicos. Por essa razão, há mesmo abusos escandalosos e uma total falta de transparência.

Vítor Constâncio ganhou mais de 280 mil euros só em 2006! Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454,00 euros.
Estes são alguns dos números que se podem retirar da declaração que o governador do banco central entregou no Tribunal Constitucional (TC), relativas aos anos de 2005 e 2004. Vítor Constâncio é ainda titular, nalguns casos a meias com a sua mulher, de uma habitação em Oeiras, 25% de um outro apartamento e de quatro prédios urbanos na zona de Estremoz.
Em comparação com 2004, a situação económica do governador não se alterou significativamente: ganhou nessa altura 272 628,08 euros, não tendo modificado a carteira patrimonial ao nível imobiliário. As instituições financeiras nas quais Vítor Constâncio mais confia são o Banco Português de Investimento, a Caixa Geral de Depósitos e o Banco Espírito Santo. Aparente adepto de não pôr todos os ovos no mesmo cesto, Constâncio colocou no BPI a fatia maior das suas poupanças: 192 180,00 euros num fundo de investimento; 50 256,00 euros num plano poupança reforma (PPR); 204 454,00 euros numa aplicação de capitalização; 16 664,00 euros numa carteira de títulos e ainda 65 810,00 euros em produtos derivados de bolsa.Na CGD, o governador do Banco de Portugal tem um depósito a prazo de 119 222,00 euros e 86 680,90 euros num fundo de investimento.O BES é responsável pela gestão de um outro fundo de investimento mais modesto, no valor de 21 868,00 euros. O rendimento anual do governador do
BdP aumentou em 2006, ascendendo neste ano a um valor de 282 191,00 euros, um acréscimo de 0,46 por cento face aos 280 889,91 euros ganhos em 2005. A consulta da declaração de rendimentos entregue por Vítor Constâncio no Tribunal Constitucional revela que o governador do BdP contava também, em conjunto com a mulher, em 30 de Junho deste ano, com uma avultada carteira de activos financeiros: 209 637 euros em aplicações de capitalização; 198 239 euros em fundos de investimento; 114 438 euros em depósitos a prazo; 60 775 euros numa carteira de derivados; 50 690 euros em planos de poupança, entre outros. Por comparação, em 2005, os fundos de investimento ascendiam a 192 180 euros. A fazer fé na declaração de 2005,
Vítor Constâncio não tem dívidas, tendo liquidado no ano anterior o remanescente de um crédito imobiliário.

José Agostinho Martins de Matos

A consulta das declarações de rendimentos de 2005 permitiu ainda concluir que o vicegovernador, José Agostinho Martins de Matos ganhou 244 536,00 euros. Do ponto de vista de aplicações financeiras, Martins de Matos tinha investidos mais de 142 000,00 euros, no final
de 2005,

Pedro Duarte Neves
Já Pedro Duarte Neves, que foi nomeado vicegovernador em 2006, ganha 254 586,00 euros. Pedro Duarte Neves que foi presidente da Anacom entre Setembro de 2004 e Junho de 2006, tem mais de 331 000,00 euros em aplicações financeiras.

José Silveira Godinho
O recordista dos rendimentos brutos do trabalho dependente no Banco de Portugal é um dos administradores: José Silveira Godinho.Entre os restantes três administradores verificase que José Silveira Godinho é o que tem mais dinheiro investido. Tem perto de 1 200 000,00 euros distribuídos por vários bancos em depósitos, aplicações financeiras, seguros e aplicações de capitalização. Numa empresa de gestão de activos, o administrador tem ainda um património total superior a 80 000,00 euros dos quais uma fatia está investida em “Football Players Sporting”. Este ex-membro do conselho de administração do então Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL) foi, no entanto, o que menos ganhou do ponto de vista salarial, tendo auferido apenas 224 634,00 euros em 2005. Convém referir que José Silveira Godinho, antigo ministro da Administração Interna dos governos de Cavaco Silva reformouse do Banco de Portugal na categoria profissional de director e acumula o seu salário com uma pensão anual de
139 550,00 euros como reformado do Banco de Portugal. A soma dos dois dá 364 184,00 euros!
Sem dívidas ao banco está igualmente Silveira Godinho.

Manuel Sousa Sebastião
Com um rendimento declarado de 226 081,00 euros, Manuel Sousa Sebastião chegou a investir mais de 386 000,00 euros nesse ano. Manuel Sebastião pediu um empréstimo ao BPI, mas este administrador apenas declara a situação líquida, pelo que A VERDADE não contabilizou o dinheiro em falta.

Vítor Manuel Pessoa
Vítor Manuel Pessoa, apesar de ter sido entre os seis responsáveis do banco central com menos rendimentos (225 240,00 euros) e um dos com o menor volume de aplicações financeiras declaradas (218 225,00 euros), foi o que apresentou o mais vasto património imobiliário e automobilístico: com dez imóveis e seis viaturas. Acrescentese a isto que Vítor Pessoa também é reformado recebendo 30 101,00 euros de pensão, que neste caso não é paga pelo fundo de pensões do Banco de Portugal, e que acumula com o ordenado. O total é de 255 341,00 euros ano!
(Continua)......

sábado

Já há vitimas do Magalhães !!

Senhor Primeiro Ministro:
Venho protestar veementemente através de Vª Exª pelo nome dado ao computador que os vossos serviços resolveram distribuir aos meninos deste país (os que sobrarem do seu negócio com o Hugo Chavez na troca do petróleo, bem entendido).
Eu, Pedro Carvalho de Magalhães, nunca mais poderei usar a minha assinatura sem ser indecentemente gozado pelos meus colegas de trabalho. Sempre assinei PC Magalhães e, desde que Vªs Exªs baptizaram o tal computador, tive que alterar todos os meus documentos.
Uma coisa tão simples como perguntar as horas e a resposta que recebo é:- Atão Magalhães... vai ao Google...
Se vou à máquina de preservativos, há sempre uma boca dum colega: - Para quê, Magalhães? Não te chega o anti-virus?
Se vou ao dentista, a recepção é sempre a mesma: - Então o senhor Magalhães vem limpar o teclado...
A minha mulher, Paula Carvalho Magalhães, também sofre pressões indescritíveis no emprego: Ontem uma colega veio da casa de banho com um tampão na mão e gritou:- Paula.... esqueceste-te da tua pen!
Também o ginecologista não resistiu ao nome e, após a consulta, disse-lhe que tudo estava bem com as entradas USB!
Nem o meu filho, Pedro Carvalho Magalhães, escapa ao gozo que o nome veio provocar. A Rita, a mocinha com quem andava há mais de 6 meses, acabou tudo com este argumento:- Magalhães.... vou à Staples procurar outro que a tua pega é muito pequena!
Quando, devido a tudo isto, apanhei uma tremenda depressão que me impediu de trabalhar, fui ao psiquiatra. Ele olhou para o meu nome e disse:- Pois é, senhor PC Magalhães. Aconselho-o a passar pelo suporte técnico da Staples... podem ser problemas de memória RAM!
Neste momento a minha mulher quer desinstalar-se e procurar alguém que tenha um nome 'decente'.Senhor Primeiro Ministro... porque diabo não puseram Sócrates a esse maldito computador?

Queria que o senhor visse o que custa!Atenciosamente, assinaPaulo Carvalho M. (e não me perguntem o que é o M)

segunda-feira

Depois de um tempo

Depois de um tempo

Depois de um tempo
Aprende-se a subtil diferença
entre o segurar uma mão e prender uma alma,
e então dá-se conta de que amar não é prender,
e companhia não quer dizer aconchego.
-
E começa-se a aprender…
Que os beijos não são eternos
Nem os carinhos são promessas.
-
E começam-se a aceitar os desenganos
de cabeça erguida e a olhar de frente.
E aprende-se a resistir e a traçar os caminhos
porque o terreno do amanhã
é demasiado incerto para outros rumos…
E os sonhos ficam sempre por metade.
-
E, depois de um tempo,
aprende-se que até o calor do sol, quando forte, queima.
E depois disso
cada um cuida do seu jardim e planta a sua própria alma
em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
-
E dá-se conta do que se pode resistir,
de quanto se é forte, de quanto cada um vale,
e aprende-se e aprende-se…
Todos os dias e em cada dia.
-
Com o tempo aprende-se
que arrimar-se a quem te oferece o futuro
significa que tarde ou cedo só desejes o passado.
-
Com o tempo aprende-se
Que só quem sabe amar-te, apesar dos teus defeitos,
sem quer mudar-te a alma,
pode oferecer a felicidade que se deseja.
-
Com o tempo aprende-se quã poucos são os amigos
e se não se lutar por eles
tarde ou cedo só vão ficar as falsas amizades.
Com o tempo aprende-se que desculpar é fácil
mas perdoar é só de almas grandes.
-
Com o tempo aprende-se que se feriste profundamente um amigo,
provavelmente, jamais a velha amizade regresse.
-
Com o tempo darás conta
que mesmo sendo feliz entre amigos
virá um dia que irás chorar por um que já partiu.
-
Com o tempo darás conta
de que a experiência vivida com cada pessoa,
é única e irrepetivel.
-
Com o tempo aprende-se a construir o rumo de hoje
pois o tempo de hoje é demasiado incerto para futuro.
-
Com o tempo compreenderás
que apressar ou forçar a vida,
nunca ela será como foi sonhada.
Melhor é o instante que estás vivendo.
-
E com o tempo verás que
ainda que sejas feliz com aqueles que estão a teu lado,
terás saudades dos de ontem e que já partiram.
-
Com o tempo aprenderás a perdoar e a pedir perdão,
dizer que amas, sentes a falta… e tens saudades,
porque o necessitas, e choras por um amigo,
frente ao tumulo…
Tudo já sem sentido.
-
E aprendes e aprendes…
e em cada dia aprenderás mais.
Mas para tua desgraça, só com o tempo…

JORGE LUIZ BORGES
Tradução livre de João Sena

VIAJE no meu BLOG!!!

sexta-feira

EXPERIÊNCIA !!!!

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, ja me queimei a brincar com uma vela, ja fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, ja falei com o espelho, ja fingi ser bruxo.
-
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; ja me escondi atras da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; ja estive sob o chuveiro até fazer chichi. > Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.
-
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, ja me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.
-
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
-
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, ja subi a uma arvore para roubar fruta, ja caí por uma escada.
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Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; ja fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
-
Já corri para não deixar alguém a chorar, ja fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única.
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Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, ja mergulhei na piscina e não quis sair mais, ja tomei whisky até sentir meus lábios dormentes, ja olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
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Já senti medo da escuridão, ja tremi de nervos, ja quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, ja acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.
-
Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, ja me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.
-
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; ja chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
-
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração... Agora, um questionario pergunta-me, grita-me desde o papel: ' - Qual é a sua experiência?' Essa pergunta fez eco no meu cérebro. 'Experiência.... 'Experiência...' Será que cultivar sorrisos é experiência? Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionario: ' - Experiência?!
-
Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???'

quarta-feira

Palavras muito esclarecedoras

SÓCRATES E A LIBERDADE,
«por António Barreto in "Publico"»

EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974 , criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos.
Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres?
Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.
Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.
EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.
POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.
O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.
MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A vídeovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na 'comunicação social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.
NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas,sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação?
Acordo? Só se for medo...

António Barreto \ Público"

MIGALHÃES

MIGALHÃES

Lá vem pelo avelar
O filho do Zé João
Vem do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação

Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo para a candeia
Porque o dinheiro acabou

O seu pai foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão

Mas o puto vem contente
Com o Migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição

Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores

E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe

Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções
O rico ganha milhões
E o pobre Migalhães!!!

Carta Inédita de Egas Moniz a D.Afonso Henriques

«Eu sempre disse ... a culpa disto tudo é do Afonso Henriques ... e ainda falta aqui muita coisa, que devia também ser referida ... por ex. os salários na vizinha e querida Espanha são, no mínimo, 3 vezes maiores que o meu ... e tantas outras "maravilhas" da diferença ...».


Carta inédita de Egas Moniz a D. Afonso Henriques

Meu querido Afonso,

Ou Afonsinho como eu te chamava no tempo em que te educava junto às margens do rio Douro, quando foi do milagre. Eras tão pequenino e enfezadinho.
Afonsinho, em que estavas a pensar quando mais tarde te zangaste com o teu Tio e fundaste Portugal?

Olha só no que deu essa tua travessura:
No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por fax e é engenheiro.
Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing( um prego nas trombas mas em inglês diz-se assim)
Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar as mãos.
O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal.
Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
A uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme pode
6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e aí a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
A militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa do território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa das Pátrias DO KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE, não da Pátria que fundaste.
Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas, passado um dia, já estas a pagar juros.
Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração de trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses drogado, não pagavas nada!
Afonsinho, de novo te pergunto e por favor responde-me , em que estavas a pensar quando fundaste Portugal? Carago,(à moda do Porto), foi uma diarreia mental que tiveste, confessa lá que foi. Agora todos estão desiludidos.
Já te falarei um dia na corrupção. O Gonçalo Mendes da Maia que tu tanto criticavas por querer tudo, era um ingénuo, não era nada ao lado desta gangada, nossos descendentes.
Se vires a senhora tua Mãe, dá-lhe recados.
Um beijo do teu servidor sempre fiel,
Egas Moniz

sexta-feira

A CLASSE POLITICA

UM pai.

Um miúdo de 11 anos.

Um trabalho escolar.

Pai, preciso fazer um trabalho para a escola! Posso fazer-te uma pergunta?
Claro, meu filho, qual é a pergunta?
O que é a política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder económico; Classe trabalhadora; Futuro do país...
Não entendi nada. Dá para explicares melhor?
-Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz dinheiro para
casa: então eu sou o poder econômico. A tua mãe administra, gasta o
dinheiro: então ela é o governo. Como nós cuidamos das tuas necessidades, tu és o povo.
O teu irmãozinho é o Futuro do país e a Zefinha, a nossa criada, é a classe trabalhadora. Entendeste, filho?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado.
Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que a mãe estava num sono muito profundo.
Foi ao quarto da criada e viu, através da fechadura, o pai na cama com ela.
Como os dois nem ouviram o menino a bater à porta, ele voltou para o quarto e adormeceu.
Na manhã seguinte, à hora do café, o miúdo falou com o pai:

-Pai, agora acho que entendi o que é a política.


- Óptimo filho! Então explica- me com palavras tuas.

-
- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder económico f.... a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente... O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!

HISTÓRIA DE UN LETRERO



A não perder.
Publicado por A.David


Miguel Torga




Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
-
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Publicado por A.David

segunda-feira

CICLO DA VIDA



Convertido para video e publicado por:

A.David

domingo

INSTANTES

"Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
-
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
-
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.
-
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
-
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo"
-
Publicado por A.David
(Autor desconhecido ? Só sei que não é do Borges)